No confronto mais equilibrado da primeira fase, a Seleção Brasileira foi totalmente anulada pela tática defensiva implantada pelo técnico de Portugal, Carlos Queiroz. Mesmo com os desfalques de Kaká, Elano e Robinho, o time de Dunga não apresentou alternativas para superar a retranca lusa. Dependendo dos arranques de Maicon pela direita, o Brasil pouco assustou os adversários. O único lance de perigo foi protagonizado por Nilmar, que obrigou o goleiro Eduardo a fazer grande defesa, no primeiro tempo.
Ao término da partida, o empate por 0 a 0 deixou um gosto amargo e uma pulga atrás da orelha do torcedor brasileiro. A Seleção cumpriu seu papel, terminou em primeiro lugar no Grupo G e fugiu da Espanha nas oitavas. O adversário do Brasil na abertura da fase de mata-mata, na próxima segunda-feira, às 15h30, será o Chile, um time que apresentou neste Mundial uma proposta de jogo ofensiva. Comandada pelo argentino “El loco” Bielsa, os chilenos esperam se vingar das goleadas aplicadas pelo “time canarinho” nas fases decisivas das Copas de 62 e 98.
Se passar pelo Chile, a Seleção Brasileira deve pegar a Holanda, que dificilmente será superada pela Eslováquia. Os holandeses, conhecidos como a “Laranja Mecânica”, contam com jogadores de grande talento na frente, como Sneijder, Robben, Van Persie, Kuyt e Van der Vaart. Trata-se de uma parada duríssima. Em compensação, a defesa de Dunga, formada por Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos, é um dos pontos fortes
Durante o segundo tempo do jogo contra Portugal, ficou nítida a falta de peças de reposição no banco capazes de mudar o panorama de uma partida. Perto do fim do jogo, Dunga trocou o sonolento Julio Baptista, que havia substituído Kaká – único meia ofensivo da Seleção, suspenso devido à expulsão contra a Costa do Marfim –, por Ramires, que é volante, assim como Baptista. O treinador brasileiro terá que torcer para que todos os seus comandados estejam em plenas condições físicas (Elano, Kaká e Robinho – foto ao lado – devem retornar ao time), pois faltam atletas de qualidade na frente.
No ataque, Luís Fabiano ficou totalmente isolado sem a presença de Kaká. O camisa 10 da Seleção é a mola-mestra de uma equipe sólida atrás e carente de craques que desequilibrem no ataque, como Romário e Ronaldo Fenômeno, assim como tantos outros, sem citar o maior de todos: Pelé. A lamentar, também, o cartão vermelho sofrido contra os marfinenses, que impediu o craque do Real Madrid de ganhar ritmo de jogo, devido a um longo tempo de inatividade, por conta de uma séria lesão no púbis, na última temporada europeia.
Poupado do confronto diante dos lusos, Robinho ainda está longe de ser aquele jogador que deu dois títulos brasileiros ao Santos, em 2002 e 2004, e que foi para a Europa com a expectativa de ser tornar o melhor do mundo. Seu substituto, Nilmar, mostrou muita garra e ímpeto, mas é pouco para um ataque de Seleção Brasileira numa Copa do Mundo. Para quem se acostumou com duplas como Pelé e Garrincha, Romário e Bebeto e Ronaldo e Rivaldo, fica uma ponta de desconfiança no ar.
Fonte: Arcauniversal.com





